domingo, 24 de outubro de 2010

Domingo em família

Dentro desses quase 36 meses entre João Pessoa e Recife ainda não me acostumei a ficar fins de semana numa terra que não é a minha. Preciso, e as vezes até fico. Mas por motivos estabelecidos e muito fortes. Não fosse isso acho que nunca saberia o que é um show, um bar ou mesmo como as pessoas se comportam em seu lazer.
Eu sempre penso: Provavelmente vou ficar no fim de semana. Esse "provavelmente" sempre se transforma em "vou me embora pra JP já já!". Minha mãe já sabe.
É uma coisa que trabalho na cabeça durante a semana pra que realmente se concretize no fim dela.
Não há coisa qualquer que me prenda. Agora que ficou mais fácil vir pra cá então. Aí é que não fico mesmo.
E, sabendo que vou estar rodeada da minha casa, painho, mainha, irmãos, amigos e cachorro. Lugares que eu sei onde fica, como chega e o que eu vou encontrar.
Eu sinto que pertenço a esse espaço. Lá é um lugar de obrigações e, eventualmente, de diversão.
Não é o fato de não conseguir me desligar de João Pessoa e sim o fato de não conseguir me ligar a Recife.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Pelo sabor do gesto

Conversávamos sobre essa música de Zélia Duncan. Linda. Achei um vídeo no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=uJLaez2Cgfg.

Em que ela declama um poema igualmente emocionante.

Há em tudo o que fazemos uma razão singular
É que não é o que queremos
Faz-se porque nós vivemos
E viver é não pensar
Se alguém pensasse na vida
Morria de pensamento
Por isso a vida vivida
É essa coisa esquecida
Entre um momento e um momento
Mas nada importa que eu seja
Ou até que eu deixe de ser
Mau é que a moral nos reja
Bom é que ninguem nos veja
Entre isso fica viver

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Poesias, contos, crônicas...

Em tempos de corridas presidenciais me deu uma ultra vontade de ler Elisa Lucinda. Nem sei o motivo.

Ler poesias me deixa leve.

As vezes eu me pergunto qual a razão de minha devoção pelas poesias. Eu realmente desconheço. Só sei que elas colorem minha vida.

Na realidade poesias, contos, crônicas. Acho tudo lindo. E, para mim, o mais impressionante é que por mais que os temas se repitam, o modo como são escritos é que os deixam tão fascinantes e apaixonantes.

Quando estou sem criatividade, sem ânimo ou mesmo me sentindo solitária, sempre procuro algum textinho desses pra me dar algum sentido àquele momento.

É certo que alguns me inquietam. Mas a vida também é assim. As pessoas são assim.

Imagino que os escritores se inspirem em pessoas para criar suas obras. Assim, poderia dizer as pessoas são tipos de textos ou os textos parecem com pessoas. Cada um tem um significado e um porquê.

Acho que nunca deixarei de ler pessoas e ver textos e vice-versa.