quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Gingle bells...
Ainda que as curvas e retas não levem para um lugar desejado.
Deixe que te ultrapassem. A vezes é bom ficar observando. Não participar do tumulto.
Quando se sentir confortável dê uma arrancada.
Isso dá uma sensação de superação.
Esqueça semáforos.
Ah se eles fossem sincronizados como uma pintura de bolas verdes uma embaixo da outra.
Bolas de natal.
O certo é que nessa época é bem mais provável que encontremos mais as vermelhas e depois as amarelas para enfeitar nosso itinerários.
Feliz Natal com muitas bolas verdes (cruzando os dedos).
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Amor
Anos depois, por ironia do destino, a minha irmã chegou com um cachorrinho que cabia na palma da mão. Muito a contragosto do resto da família ele entrou na nossa casa.
Achamos estranho. Ficamos com pena porque achávamos que ele era muito medroso e indefeso. Parecia que era um mundo muito monstruoso. Pelo menos era o que eu achava quando olhava nos olhos dele.
Ele chorava demais e dormia também. Houve um dia em que minha mãe quis devolvê-lo.
Óbvio que isso não aconteceu.
Logo, meu irmão deu um nome a ele. Paco. Pronto.
A partir deste dia ela tinha um nome. Era parte do nosso núcleo.
Comecei a abrir a guarda, perder o medo. Mas como temeria uma coisinha tão pequena e fofinha?
O tempo foi passando e ele foi nos conquistando. Cada evolução que ele apresentava era motivo de palmas. Lembro muito bem do dia em que ele conseguiu pular do sofá pro chão.
Ele é uma paixão pra todos nós. Dá um trabalhinho como é normal.
A gente não consegue mais viver sem ele. É muito amor!
No dia 22 de agosto Paco completou 2 anos.
domingo, 24 de outubro de 2010
Domingo em família
Eu sempre penso: Provavelmente vou ficar no fim de semana. Esse "provavelmente" sempre se transforma em "vou me embora pra JP já já!". Minha mãe já sabe.
É uma coisa que trabalho na cabeça durante a semana pra que realmente se concretize no fim dela.
Não há coisa qualquer que me prenda. Agora que ficou mais fácil vir pra cá então. Aí é que não fico mesmo.
E, sabendo que vou estar rodeada da minha casa, painho, mainha, irmãos, amigos e cachorro. Lugares que eu sei onde fica, como chega e o que eu vou encontrar.
Eu sinto que pertenço a esse espaço. Lá é um lugar de obrigações e, eventualmente, de diversão.
Não é o fato de não conseguir me desligar de João Pessoa e sim o fato de não conseguir me ligar a Recife.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Pelo sabor do gesto
Em que ela declama um poema igualmente emocionante.
Há em tudo o que fazemos uma razão singular
É que não é o que queremos
Faz-se porque nós vivemos
E viver é não pensar
Se alguém pensasse na vida
Morria de pensamento
Por isso a vida vivida
É essa coisa esquecida
Entre um momento e um momento
Mas nada importa que eu seja
Ou até que eu deixe de ser
Mau é que a moral nos reja
Bom é que ninguem nos veja
Entre isso fica viver
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Poesias, contos, crônicas...
Em tempos de corridas presidenciais me deu uma ultra vontade de ler Elisa Lucinda. Nem sei o motivo.
Ler poesias me deixa leve.
As vezes eu me pergunto qual a razão de minha devoção pelas poesias. Eu realmente desconheço. Só sei que elas colorem minha vida.
Na realidade poesias, contos, crônicas. Acho tudo lindo. E, para mim, o mais impressionante é que por mais que os temas se repitam, o modo como são escritos é que os deixam tão fascinantes e apaixonantes.
Quando estou sem criatividade, sem ânimo ou mesmo me sentindo solitária, sempre procuro algum textinho desses pra me dar algum sentido àquele momento.
É certo que alguns me inquietam. Mas a vida também é assim. As pessoas são assim.
Imagino que os escritores se inspirem em pessoas para criar suas obras. Assim, poderia dizer as pessoas são tipos de textos ou os textos parecem com pessoas. Cada um tem um significado e um porquê.
Acho que nunca deixarei de ler pessoas e ver textos e vice-versa.